Pele na menopausa: por que muda e como preservar firmeza e hidratação
02 de outubro de 2026 · 3 min de leitura · Kur My Home Spa

Você sabia que a pele também sente a menopausa? E não por acaso. Segundo o médico dermatologista, da equipe técnica do Kurotel, Dr. Damiê De Villa, a queda do estrogênio impacta diretamente. “O hormônio estimula a produção de colágeno, elastina e ácido hialurônico, além de contribuir para a hidratação, a elasticidade e a função de barreira cutânea, quando ele cai, a pele é um dos primeiros lugares onde a mudança aparece”, explica.
Por que a queda hormonal muda a pele?
A redução do estrogênio na menopausa provoca uma perda acelerada de colágeno, sobretudo nos primeiros anos após esse marco, o que deixa a pele mais fina, menos firme e mais suscetível à flacidez. Conforme aponta o Dr. Damiê, ao mesmo tempo, diminui a produção de lipídios e a capacidade de retenção de água, favorecendo o ressecamento, e a renovação celular fica mais lenta, o que explica aquela sensação de pele mais opaca e cansada.
Os sinais mais frequentes, segundo o Dr. Damiê, incluem ressecamento intenso, flacidez e perda de firmeza, especialmente na face, no pescoço e no contorno mandibular, perda de viço, maior sensibilidade a produtos que antes eram bem tolerados, rugas mais evidentes e manchas que se tornam mais visíveis, com possível piora do melasma. A pele também fica mais fina, o que aumenta a predisposição a pequenos hematomas.
Onde concentrar os cuidados
Para o Dr. Damiê, os cuidados dermatológicos nessa fase devem focar em três frentes: "reparação da barreira cutânea, prevenção do envelhecimento e estímulo à produção de colágeno." O ponto de partida é uma hidratação adequada, com produtos que ajudem a restaurar essa barreira, e a fotoproteção diária segue indispensável, já que o protetor solar previne tanto o surgimento de manchas quanto a perda adicional de colágeno causada pela radiação ultravioleta.
Ativos com respaldo científico no estímulo da renovação celular e da síntese de colágeno, como retinóides, peptídeos e antioxidantes, também podem entrar na rotina, sempre com orientação de um dermatologista. Procedimentos como bioestimuladores de colágeno, ultrassom microfocado, radiofrequência e laser podem contribuir para firmeza e textura, mas, como reforça o médico, "a indicação deve ser individualizada e sempre realizada pelo seu médico dermatologista."
Por trás de qualquer rotina de skincare, os hábitos de vida continuam pesando: alimentação equilibrada, atividade física regular, sono adequado e não fumar ajudam a preservar não só a pele, mas a qualidade de vida como um todo, durante e depois da menopausa.
Perguntas frequentes
A pele muda logo no início da menopausa?
Sim, segundo o Dr. Damiê De Villa, a perda de colágeno é mais acelerada justamente nos primeiros anos após a menopausa.
Só quem tem pele ressecada precisa se preocupar com cuidados dermatológicos nessa fase?
Não. Além do ressecamento, sinais como flacidez, sensibilidade, perda de viço e alterações de pigmentação também costumam aparecer, mesmo em peles que antes não tinham esse perfil.
Como a Kur My Home Spa pode ajudar
Cuidar da barreira da pele nessa fase é uma rotina diária, e é justamente aí que a Kur My Home Spa entra: uma linha própria de cosméticos para corpo, rosto e cabelos, pensada para levar parte da expertise do Kurotel em cuidado e bem-estar para dentro de casa, em formatos que acompanham a rotina de cada mulher. Para uma avaliação dermatológica individualizada, com indicação de ativos e procedimentos, o acompanhamento segue sendo com um médico dermatologista. Para saber mais, acesse: kurmyhomespa.com.br

“Coordenador do Setor de Dermatologia do Kurotel. Dermatologista Especialista SBD, Mestre pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Além de ser o preceptor do ambulatório de Dermatologia da Santa Casa de Porto Alegre.”



